A ingratidão da foto

Outro dia fiz uma viagem pra serra e cheguei a uma conclusão enquanto dirigia. Uma conclusão que me acalmou e me conformou muito. Eliminando uma agonia que sempre me irritava.

Tenho um olhar artístico sobre as coisas. Observo uma cena como se aquilo fosse um filme, uma peça, uma pintura… E não é opcional. Quando menos espero estou olhando um carro em movimento e imaginando uma trilha sonora que faria daquilo um videoclipe ou então assisto um diálogo deduzindo quais ângulos seriam explorados pela câmera que colocaria aquela cena na novela das 8.

E pra tentar me saciar, sempre pegava o celular e gravava um snap ou tirava uma foto que expressasse 1% da admiração que sentia naquele momento.

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Na viagem, eu estava no volante, uma amiga no carona e outra atrás. O assunto dentro do carro era a vista que estava a nossa frente. Foi um dos mais belos pores do sol que já vi (só perde pro que vi no pier da Pedra da Guaratiba), e eu senti uma necessidade imensa de pegar a câmera e filmar, fotografar, parar o carro e fazer umas fotos legais… Mas não podia. Estávamos um pouco atrasados e nem tinha acostamento na pista. Fui ficando agoniado, o sol se punha cada vez mais e chegou um ponto em que as árvores já tapavam os raios, e aquela visão já não estava tão disponível.

Mas logo depois dessa crise de “preciso registrar”, me veio uma sensação de “EU VI! E isso basta”. Uma energia tão positiva e satisfatória, que apaziguou meus ânimos e me fez entender que as mais lindas imagens que vemos a olho nu nunca serão transpassadas a outras pessoas que não tiveram a mesma experiência. O por do sol maravilhoso que eu e minhas amigas vimos, jamais será visto por outra pessoa, por mais que fizéssemos uma fotografia perfeita daquele momento.

A oportunidade de ver algo fabuloso é muito maior e muito melhor a ser explorada do que as curtidas que podemos receber no Instagram. Podemos admirar cada detalhe sem se importar com ângulos, flashes, e nada mais que apenas imaginar a cena de um hipotético filme.

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APENAS VEJA

Ouvi dizer que a foto é muito ingrata, que é como se ela te desse apenas um pedaço de algo ou de alguém. Uma foto pode ser horrível, enquanto a locação é linda. Uma pessoa pode ser perfeita no Facebook, e pessoalmente ser horrorosa (por dentro e por fora). Portanto, uma foto é só um pedaço. Não desmerecendo os fotógrafos, os cineastas, os diretores, os modelos, os atores, os blogueiros… Pois são trabalhos que vivem de IMAGEM. Me refiro à busca intensa e corriqueira por fotos no dia a dia, na vida real, longe dos palcos e das câmeras. VIVA e admire a VIDA.

Depois disso, passei a lidar muito bem com o fim da bateria, com a falta de internet para postagem de snapchat, com as fotos  ruins e fora de condição de ser postada. Ir a um evento, um show, um programa, uma social com amigos… Tudo passou a ter um significado e um sentido muito maior que “sair bem na foto”.

Você tem a capacidade de enxergar. Utilize-a.

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E então eu voltei…

Oi meninos e meninas, tudo bôn? Nem lembro da última vez que estive aqui e queria pedir muitas desculpas pela ausência imensa e longuíssima. Foram tantas coisas acontecendo que precisei dar uma pausa urgente na minha vida, de um modo geral. Já faziam 2 anos que não tirava férias do trabalho, e juntando com o desgaste da faculdade, do teatro, da vida pessoal… Me senti pressionado e tudo estava sendo levado de uma forma empurrada. Não sei como consegui boas notas no primeiro semestre, porque eu cagava para as aulas. Tive que dar um tempinho do teatro também, pois como já disse aqui, é uma arte que exige o máximo de dedicação possível, e eu não estava em condições físicas e nem mentais para me dedicar a algo tão valioso e respeitoso como as artes cênicas. Quanto ao trabalho, passei por um momento em que não pude correr e precisava entregar o meu sangue, porque a empresa e especialmente meu pai precisavam muito de mim. Meu estoque de dedicação foi todo esgotado, e não sobrou mais nada para outras atividades.

Portanto, em Julho, depois que a poeira abaixou, pude tirar minhas tão sonhadas férias tanto da faculdade como do trabalho e tive o meu tempo só pra mim. Não ter hora pra acordar, não ter hora pra dormir, pra tomar banho, pra comer. Não ter pressão de responsabilidades à minha volta, poder ficar à toa, ver meus filmes, minhas séries, ir pra balada num dia de semana, poder cozinhar, viajar, visitar meus amigos… Tudo que eu precisava fazer e não podia. Fez bem pro meu corpo, pra minha mente e me deixou extremamente leve e apto a reiniciar o ciclo.

Faculdade de volta, trabalho de volta, TEATRO DE VOLTA, academia de volta (ALELUIA), BLOG DE VOLTA e tantas coisas que fazem parte de mim e que precisei estacionar, porque senão uma hora eu ia SURTAR.

Estive bem esse tempo todo. Vivendo e vivendo muito bem, só não dei notícias por aqui e até nas redes sociais não estava tão ativo assim.

Sendo assim, farei o possível pra retomar o ritmo por aqui e conto com todos para manter esse blog que, com poucos ou muitos leitores, me faz muito bem porque me dá o prazer (ou pelo menos a ilusão) de que deixei uma boa mensagem para o mundo.

Beijo grande!

A Verdadeira Arte Cênica

Como muitos sabem, estudo e trabalho com teatro há alguns anos, e desde o início, sempre tive um respeito enorme por essa arte, e na prática aprendi o quanto as artes cênicas exigem disciplina, força de vontade e paixão para que uma carreira seja consolidada e sustentada. Vemos frequentemente pessoas buscando esse posto para se tornarem celebridades, ou para mostrarem um rosto bonitinho e o corpo sarado que cultuam.

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Isso sempre me revoltou e me indignou perante os meus sonhos. Será que vale a pena me meter no meio dessas pessoas que usam o teatro em favor de si próprio? Sempre atendi que nesta profissão, a última pessoa que importa e que deve aparecer sou eu mesmo. Pouco importa a opinião de um ator diante de um personagem, de um texto e de um diretor. A nossa função é obedecer, apenas. A minha vontade nunca deve sobressair, pois estou ali para emprestar meu corpo, minha voz e meus conhecimentos para representar uma pessoa que está implorando pela vida, não para aparecer e ser a estrela da noite.

Tenho visto pessoas usando seus personagens para aparecerem, serem famosas, e não tendo um pingo de interesse em dar vida a alguém. Tenho visto pessoas fazerem o possível e o impossível por uma indicação a prêmios, pessoas fazendo o quê podem e o quê não podem para aparecer mais que o colega de cena, pessoas brigando por “perderem” um personagem para outro ator.

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Infelizmente, na nossa sociedade, o ator acaba tendo que aparecer mais que os personagens para, então, conseguir novos personagens, mas isso não nos dá o direito de sermos desonesto e de prostituir uma vocação tão linda e tão carente de respeito. Ao meu ver, “aparecer” significa (ou deveria significar) fazer um bom trabalho para que outros melhores trabalhos surjam, mas para outros, “aparecer” tem significado diminuir os personagens e aumentar os atores. ISSO NÃO ME DESCE!

Aprendi assistindo um vídeo super rápido da Fernanda Montenegro dando uma dica crucial aos novos atores que pretendem construir uma carreira. Simplesmente, DESISTA. Entenda o porquê:

Põe a cara no sol, manos!

Atendendo a pedidos, hoje quero abordar um assunto que, ao meu ver, tem sido pauta na vida de muita gente, inclusive na minha. A quebra de regras, a extinção dos limites, o fim dos tabus… Estamos vivendo uma época em que os estereótipos estão perdendo as forças cada vez mais, e GRAÇAS A DEUS, estamos tendo a liberdade de sermos quem somos sem medo da resposta da sociedade, pois ela tem nos respondido de forma mais tolerante a cada dia. MAS NÃO NOS ACOMODEMOS, ainda existe muito preconceito e rótulos sendo distribuídos por aí como doce em dia de São Cosme e Damião.

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Essa aceitação tem acontecido por conta da coragem que muitos tem tido para enfrentar o ataque das pessoas. Ataque este que não se resume à homofobia, ao machismo ou amix-estampa-street-styleo racismo, mas que abrange também às críticas a um jeito de falar, de se vestir, de SER. Pessoas que sentem vontade de misturar estampado com bolinhas, e se vestem assim
porque se sentem bem, e saem na rua cheias de autoconfiança, quebrando a cara de quem um dia disse que essa mistura não combinaria.
A sua segurança é o quê define se algo combina ou não, porque se te faz bem, fará bem aos olhos alheios também. 

O mesmo vale para sexualidade, carreira, personalidade, gosto musical… NÃO SE ACOVARDE! Seja sincero e honesto com os outros, mas primeiramente seja com você! Não sinta medo de se conhecer e de ser quem você é. Se pessoas do mesmo gênero que o seu te atraem, não se culpe porque você não pediu para sentir isso. Se você quer ser jornalista, enquanto todos da sua família são médicos e engenheiros, não deixe que sejam egoístas contigo e nem seja masoquista para escolher outro curso. Se você fala baixo demais e as pessoas te cobram um “aumento no volume”, diga a eles que se quiserem, falem baixo para poderem te ouvir. E se você quer escutar Wesley Safadão bem alto no carro, OUÇA! Mas seja sempre o quê você quer ser.

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Se imponha! Faça com que engulam quem você é, e assim, se evoluam, entendam que a diversidade existe, que as pessoas são diferentes uma das outras e que todos merecemos o devido respeito.

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E você, que se sente tão “modelo” da perfeita orientação sexual, da perfeita profissão, do perfeito jeito de ser, do perfeito gosto musical… SER PERFEITO É TÃO CHATO! Ser sempre correto é tão chato, acertar sempre é tão chato… E sinto lhe dizer,ser perfeito não é a natureza do ser humano. Eu falho, erro e jamais vou ser exatamente igual a alguém, portanto pare de achar que o seu jeito de levar a vida é a mais divertida e certa a se seguir.

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Pra fechar um post, queria muito que você assistisse este vídeo e entendesse um pouco do que estou dizendo. Entenda que o seu corpo é apenas uma forma física para viver, NÃO SE RESUME A QUEM VOCÊ É!

Lição de Casa

Olá todo mundo! Vocês pensaram que eu não ia rebolar minha bunda hoje né? fosse ficar mais tempo sem aparecer por aqui né? Hoje resolvi postar um texto que fiz há algum tempo, que se trata da versão masculina da história que a Laís Cerqueira está contando aqui no blog. Espero que gostem e entendam a diferença da visão de um homem e a de uma mulher sobre uma experiência como esta. 

Abra a imaginação! 😉

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Era início de mais um semestre e a primeira aula que ministraria era pro primeiro período. Amo minha profissão e tenho um respeito imenso pelo meu local de trabalho, mas sempre tive vontade de conhecer melhor alguma aluna interessante, e pra isso eu precisava ter o máximo de cuidado possível, pois qualquer “invasão” me faria perder o emprego. Como de costume, cheguei à sala e ainda não havia ninguém. Aos poucos chegaram uns garotos, depois outras meninas que eram visivelmente muito novas e inexperientes, logo eu teria que tirar meu cavalinho da chuva e continuar na expectativa de alguma aluna do 8º período me dar bola antes de se formar.

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Tinha começado a me apresentar quando uma moça abriu a porta e pediu licença – mais uma que não me despertou nenhum interesse. Em seguida, outra abriu a porta, deu um sorriso de canto de boca e entrou sem dizer uma palavra. Vi aquela cena em câmera lenta, como era linda! Morena, cabelo cacheado na altura da cintura, olhos de gato, seios fartos e mesmo não tendo a visto sorrindo, algo me dizia que o sorriso dela era maravilhoso. Ela usava uma calça legging que marcava as pernas e a virilha de uma forma enlouquecedora.

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Quanta timidez, mas apesar disso, me senti seguro em investir nela, pois tinha uma atitude de mulher experiente. A idade era difícil de adivinhar, mas a segurança era muito nítida. Não consegui disfarçar: meus olhos caminharam juntos com ela. Ao vê-la sentando soltei um “bom dia” e ela soltou outro tão baixo que mal ouvi sua voz. Segui dando minha aula e de minuto em minuto olhava para os olhos dela, que eu não conseguia decifrar se estavam atentos, dispersos ou com a mesma “atenção” que eu tinha naquele momento.

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A aula terminou e eu não me perdoaria se não trocasse ao menos uma palavra com ela, saí da sala para não deixar muito “na cara”, e inventei alguma coisa pra fazer no corredor até que ela saísse. Estava olhando os horários no mural quando a vi saindo, dei três ou quatro passos bem apertados e a peguei pelo braço. Coitada, tremeu igual vara verde. Me apresentei, já que quando falei com a turma toda ela ainda não havia chegado. Com um sorriso nervoso ela disse “Prazer, Juliana”, dei um aperto de mão, um beijo no rosto. Me agradeceu e eu disse “Não há de quê, senhorita”.

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Naquela mesma semana fui ao supermercado comprar umas coisas, pois como moro sozinho, preciso me virar. Estava analisando a lista de compras quando alguém esbarra no meu carrinho e logo pediu desculpa, quando me virei para dizer “imagina”, com quem me deparo? Com a própria, a aluna com rosto de menina, corpo de mulher, olhar de anjo e atitude de demônio.

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De novo veio aquela hipnose e aquele desejo, só que dessa vez mais forte, talvez pelo fato de não estar mais dentro da universidade. Juntos, abrimos um largo sorriso e aproveitei para dizer uma coisa muito séria, mas no tom de brincadeira: “Só desculpo se você aceitar jantar na minha casa hoje”. Ela se espantou, olhou pra baixo, riu e brincou “Olha que eu aceito hein?”, respondi “Mas é pra aceitar mesmo, oras”.

Ela fazendo charme de lá e eu reafirmando o convite de cá, por fim ela aceitou, disse que gostava de massas, e eu dei meu endereço e marquei com ela às 8.

Fui pra casa e preparei um fettuccine ao molho gorgonzola, pois se caso nada acontecesse, pelo menos agradá-la com o jantar eu deveria. Tomei um banho gelado e fiquei aguardando.

Às 8:15 ela tocou a campainha. Bem pontual. Abri a porta e lá estava ela com um belo sorriso que tentava esconder o nervosismo, mas mesmo nervosa ela estava ali e já me fez subir um calor e um tesão fora do comum. Mantive a postura e troquei um beijo no rosto, mandei entrar e muito rapidamente aquele ar de insegurança sumiu do semblante dela. Ofereci um vinho e mais que depressa ela aceitou. Peguei as taças com o vinho tinto e sussurrei em seu ouvido que precisava dar um beijo naquela boca, ela retribuiu com um sorriso muito safado. Aquilo foi uma resposta, logo a puxei pela cintura e beijei com muita vontade.

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Há tempos nenhum beijo havia se encaixado tão bem como aquele, e quanto mais eu a puxava, passava a mão no seu cabelo, mais ela se entregava e mais tesão eu sentia. Minha cueca já devia estar pra lá de molhada. Fui a conduzindo para o quarto enquanto a beijava.

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Chegando lá, tirei a roupa dela e ela arrancou a minha camisa. Que boca maravilhosa! Ela descia por todo o meu corpo e depois eu fazia o mesmo, ela enlouquecia, se contorcia na cama, gemia alto e quanto mais eu a tocava mais ela demonstrava prazer, e mais vontade de possuí-la eu tinha.

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Todas as posições eram acompanhadas de beijos e mais beijos que faziam aquele momento ser tão especial e tão gostoso a ponto de esquecermos do tempo e ficarmos ali por mais de 2 horas.

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Ao terminar, ficamos deitados abraçados por algum tempo. Até que nos lembramos do fettuccine e finalizamos a noite com um belo jantar. Primeira vez de muitas.